Sucker Punch – “300″ sem barba

O meu ácido desoxirribonucleico dita que eu vou ao cinema ver obras que me dêem prazer. Ou seja, recuso-me a ver comédias românticas onde só mudam os actores, ou “oscarizados” pretensiosos. Claro que estou a ser pretensioso ao declarar isto, mas nem tudo faz sentido na vida.

“Sucker Punch” chega-nos do intelecto de Zack Snyder, que ganhou fama com “300”. Desta feita, em vez de homens meios nus e barbudos, Zack optou por umas depiladas e formosas mulheres de armas. A acção passa-se num orfanato onde “Baby Doll” e as suas companheiras são exploradas, mas nem por isso se deixam acomodar levando ao conflito que o filme tão bem retrata.

O ambiente que é criado para a assistência é brilhantemente sombrio, sem nunca perder uma contagiante energia que acompanha o ritmo da película. A direcção artística deve ter sido muito bem paga, pois o resultado final é sublime. Uma riqueza visual que não via há demasiado tempo, fotografia assim devia ser mais comum.

A banda sonora está irrepreensivelmente bem adaptada às aventuras das protagonistas,  aumentando a envolvência do espectador no desenrolar da história. Atrevo-me a dizer mesmo que entra no top das B.S.O. deste ano com facilidade. Para abrir o apetite, uma cover de “Sweet Dreams” que é um sonho doce.

Por entre elogios, não se deixem enganar, “Sucker Punch”, não passa de um argumento simples decorado com efeitos especiais de luxo. Para quem procura uma história profunda repleta de significado, deve procurar uma alternativa. No entanto, na minha comedida opinião, é um filme como eu gosto. Entreteve-me durante 2 horas, contou-me uma história bem contada e não é pretensioso.

Saí da sala com um sorriso na cara, e isso é o que procuro quando vou ao “movies”.

Servo do ciclo de Otto, apóstolo aéreo, ébrio do gadget, devoto do registo electromagnético, deslumbrado pela fêmea humana, assim sou eu.


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